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Shi

Pokévício

Shi, 25.07.16

 

 

A onda de pokemóns  voltou e parece que, mais uma vez, conquistou uma grande parte do mundo. Para quem colecionou os  tazos, as cartas, os peluches, jogava game boy e era telespectador assíduo, é quase  impossível ficar indiferente a este throwback à infância. Eu não consegui resistir e estou completamente rendida a este novo jogo. Só tenho uma crítica: devia ter mais opções de jogo para que pudéssemos jogar sem ter que estar num sítio com pokemóns. Isto porque, no parque de campismo e onde vivo, não há uma única criatura.


PokemonGO_Funny_Meme

Agora que isto é um fenômeno que deve ser comentado, lá isso é. No primeiro dia em que decidimos dar uma volta de carro pela  zona, perdi a conta das pessoas que vi a jogarem. Claro que chegas ao sítio, vês alguém a jogar, a pessoa apercebe-se da tua presença com um telemóvel ou tablet na mão e há aquele sorriso de “tamo junto”. A verdade é que não sei se é só por Sintra mas aqui há um extremo interesse por parte dos jovens em ficar a manter no carro. Pertenço ao grupo,é verdade, mas agora ainda é mais cativante ir dar aquela voltinha noturna à procura daqueles bonequinhos que sempre achei amorosos. Estou aqui a dar mil e um elogios ao jogo mas toda esta paixão de pokemóns começou na primária. Uma criança, de tanto ver uma coisa, acaba por se apaixonar e não me lembro de alguém no colégio que não gostasse de pokemóns. Depois de muito chatear a minha mãe para ter um gameboy, eis que surge a condição dela -"Tem zero erros num ditado e vamos comprar um gameboy e o jogo”- pedido concretizado em menos de 24 horas. No dia seguinte, cheguei ao carro com a folhinha na mão e a apreciação da professora. Saímos do colégio rumo à worten e foi assim que tive o game boy color, exclusivo do pikachu e o puro do jogo da altura. Se já era uma viciada imagine-se depois de ter esta relíquia.
Apesar de ter perdido a maioria das coisas ao longo do tempo, ainda há bem pouco tempo comentei que era um máximo existir um jogo atual da saga. Sim porque os pokemóns são uma saga.  Em meia dúzia de dias já presenciei episódios muito engraçados. Começando pela funcionária do posto de gasolina da A16 que, enquanto atendia um senhor à minha frente, ia lhe perguntando se conseguia entrar na aplicação. Ele afirmava que não e que os filhos também não estavam a ter acesso. Ouvindo aquilo e sendo eu como sou, acabei por lhe dar a notícia que o servidor estava em baixo. Obvio que foi logo motivo, ao longo do atendimento, para me fazer algumas perguntas sobre o jogo. No meio de tudo isto, até se enganou no tipo de combustível. Atenção que não estou a criticar, prefiro um funcionário no facebook que seja simpático do que um burro qualquer que não sabe os bons modos.
E agora, como explicar ao meu primo de 8 anos o porquê de uma pessoa adulta (é o que ele diz que sou) estar viciada num mundo de pokébolas e de evoluções de criaturas míticas? Bem, não foi fácil mas acabei por usar a história toda que vos contei como justificação (daí estar a usar a mesma convosco para defender este meu novo vício). Quanto à minha avô, que começou a ver tanto alarido na televisão sobre o pokemón go, teve de me perguntar se aquilo era mesmo real. Jà foi mais difícil explicar e fiquei por “nada daquilo existe avó é só um jogo onde o boneco  fica na fotografia”. A minha mãe, que deve ter sido a única a compreender sem eu ter que explicar nada, só me pediu para não andar à caça sozinha e não me afastar muito do carro porque pode ser preciso salvar o iPhone e para isso tem de ser muito fast( e já que não corro muito é melhor prevenir).
Resumindo e concluindo, estou a achar o jogo uma cena brutal massss sem pokemóns, pokéspots e estádios perto é triste não conseguir avançar grande coisa. 

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